Ao que parece, a rede social mais acessada do mundo também está preocupada com o tipo de conteúdo disponibilizado em sua plataforma.

À exemplo do Google, que havia declarado há um tempo o seu novo sistema de detecção de “notícias falsas”, o Facebook anunciou guerra contra spammers e caça-cliques na última quarta-feira, dia 10 de maio de 2017.

A ideia é restringir a exibição de links externos que acabam levando o usuário da rede social à sites com baixa relevância em seus conteúdos.

As mudanças já começaram a ser planejada e a previsão é de que sejam implementadas aos poucos ao longos dos próximos meses.

Se você trabalha com Facebook ou depende da rede social em alguma de suas estratégias de marketing digital, é importante ficar atento para não ter problemas futuros.

Vem com a gente, que lhe contaremos tudo sobre o assunto.

 

Caça-Cliques

 

Links de Sites com baixa relevância terá dificuldades no Facebook

Na última quarta-feira, dia 10 de maio de 2017, o Facebook anunciou algumas mudanças em sua rede social.

A ação visa melhorar a “qualidade” dos links que são postados na plataforma. Que agora serão avaliados com base na relevância de seus conteúdos.

O Facebook pretende diminuir o volume de links desse tipo de site em seu ambiente, portanto, sem dúvidas, o feed de notícias em breve sofrerá modificações.

Dessa vez, a guerra contra spammers e sites que fazem conteúdos apelativos para ganhar cliques se iniciou por conta da insatisfação dos próprios usuários do Facebook.

Segundo declaração oficial da marca, os usuários passaram a denunciar certos links e declararem à rede social casos em que eram expostos à vírus e conteúdos de baixa qualidade, prejudicando assim a sua experiência.

Frente ao problema, Mark Zuckerberg e os profissionais que o acompanham no controle do Facebook resolveram tomar medidas fortes para combater produtores que disponibilizam links em seus perfis e páginas só para atrair alto volume de tráfego, sem oferecer nenhuma relevância no conteúdo.

Você pode estar se perguntando:

  • O que o Facebook vai considerar sites spammers e caça-cliques?

Lhe mostraremos à seguir.

 

Facebook-Anuncia-Guerra-Contra-Spammers'-e-Caça-Cliques

 

Que tipo de conteúdo vai ser considerado de baixa relevância pelo Facebook?

É claro que se você já conhece esse mercado, tem noção do que é mal visto pela plataforma, mas e importante deixar claro o que vai virar alvo do Facebook.

Bem, segundo informações da própria plataforma, vão ser considerados conteúdos de baixo valor:

  • Fotos e imagens que tenha edições pesadas com o intuito basicamente restrito de receber cliques.

Por exemplo:

Links que mostram um pedaço da imagem, causando uma curiosidade enorme e, por isso, faz o usuário clicar para descobrir do que se trata. Só que quando o link é aberto, a imagem não tem nada a ver com o conteúdo disponibilizado.

Nesse caso, também entram os links que disponibilizam pedaços de fotos que exigem a abertura para que ela seja visualizada por completo.

  • Qualquer link que contenha textos ou vídeos de conteúdos falsos, que fazem com que o usuário seja levado à erro.

Por exemplo:

Links de sites com títulos sensacionalistas e com forte dubiedade, fazendo com que o usuário clique por pensar se tratar de uma determinada matéria e é totalmente outra.

  • Todo tipo de link que utiliza de qualquer recurso duvidoso para gerar única e exclusivamente o clique.

Todos os sites que tiverem esse tipo de conteúdo e postarem seus links no Facebook, podem não ter mais visibilidade na rede social, inclusive, sendo bloqueado para esse tipo de publicação.

Segundo o Facebook, eles trabalharão em duas principais linhas nesse combate.

O primeiro é o de reduzir visibilidade desse tipo de link e a outra está diretamente ligada com os anúncios. A plataforma vai proibir que sites que trabalhem dessa forma anunciem no Facebook Ads e outros produtos da marca, como o Instagram.

A tecnologia desenvolvida pela rede social usa a inteligência artificial. Em um primeiro momento, milhões de sites que postam seus links no Facebook foram avaliados em busca da detecção desse tipo de prática.

Uma vez identificados, o sistema de inteligência consegue fazer a detecção e análise automática dos links postados na rede para saber se são ou não “caça-cliques” e spammers.

O histórico de postagens da página ou do perfil também é levada em consideração na análise.

A expectativa é melhorar a experiência do usuário. Só que a ação também traz a promessa de que páginas e perfis que trabalhem com links relevantes sintam aumento no volume de tráfego, já que terão maior visibilidade com a queda de outros links considerados como “maliciosos”.

Talvez, você esteja se perguntando:

  • Eu já não tinha visto essa notícia antes? É novidade mesmo?”.

É, nós, do Mestre do Ads, também tivemos essa impressão de primeiro momento.

Então fomos atrás para descobrir o que realmente estava acontecendo e descobrimos.

Na verdade, o Facebook já tinha declarado guerra contra conteúdos de baixo valor, mas antes não estavam se destinando diretamente aos links postados na plataforma.

O embate noticiado há alguns meses era contra o “Fake News”, lembra?

Vem entender melhor.

 

Facebook

 

O Facebook já não tinha anunciado essa guerra?

Como falamos anteriormente, o Facebook já tinha se posicionado contra os conteúdos de baixa relevância, mas não aos links diretamente.

Na época, a marca de Mark Zuckerberg, assim como o Google, declarou guerra contra as notícias falsas.

Claro, a diminuição da visibilidade dos links spammers e caça-cliques faz parte do conjunto de ações contra o “Fake News”.

Anteriormente, a rede social declarou saber que esse tipo de site visa o ganho financeiro, então trabalham esses conteúdos para que eles se tornem virais.

Obviamente, como o Facebook usa um algoritmo que traz visibilidade à conteúdos que têm muitos cliques, interações, comentários, de modo geral, esses produtores de notícias falsas conseguem atrair alto volume de tráfego, gerando faturamento.

É como usar a tecnologia da plataforma, contra a plataforma. É claro que isso não ia durar muito tempo.

O Facebook quando percebeu a ação criou uma série de medidas para destruir a estratégia usada pelos produtores desse tipo de material.

Entre as medidas adotadas, estão:

  • Permitir que os usuários realizem denúncias sobre notícias falsas.
  • A partir da análise, que demora cerca de 72h, a equipe da rede social define se trata-se de um conteúdo malicioso ou não. Se for comprovado o abuso, podem ser adotadas 2 tipos de ações de combate no Brasil:

 

  1. O conteúdo comprovado como falso é tirado de evidência, diminuindo ao máximo sua visibilidade na rede social.
  2. Não é possível impulsionar a publicação e muito menos gerar qualquer tipo de anúncio com o conteúdo “denunciado

Nos Estados Unidos, há mais dois tipos de punições:

  1. Conteúdos descobertos como “Fake News” recebem notificação visível, como um “banner”, apontando que as informações contidas ali foram contrariadas. Indica-se também o local ao qual podem ser vistas informações dos fatos precisos.
  2. Os usuários que quiserem compartilhar o material serão notificados sobre o processo de análise feito na página. Nesse caso, o material da análise também é disponibilizado via link de indicação.

Apesar de ainda não funcionarem no Brasil, ao que tudo indica, em breve também as teremos por aqui.

É isso! Esperamos ter lhe ajudado.

Ficou com dúvidas? Venha conversar com a gente.

Forte Abraço.

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